O balanço patrimonial é uma das principais demonstrações contábeis de uma empresa. Ele apresenta informações que podem auxiliar os gestores no árduo processo de tomada de decisões empresariais.

Trata-se de uma elaboração que deve ser contínua e bem-minuciosa, tanto por ser uma obrigação legal quanto uma parte importante do planejamento de crescimento da corporação. Você ainda tem dúvidas sobre como fazer o balanço patrimonial? Aproveite para tirá-las aqui neste post. Vamos lá!

O que é o balanço patrimonial

O balanço patrimonial é uma demonstração contábil de elaboração obrigatória para todas as empresas. Essa obrigação fiscal é prevista na Lei 6.404, de 1976, conhecida como Lei das Sociedades Anônimas e suas alterações. Ele apresenta de maneira organizada os bens, os direitos e as obrigações de uma instituição em determinada data. Entenda esses conceitos:

  • Bens: são patrimônios que estão no poder da empresa. São divididos entre os tangíveis (que podem ser tocados, como máquinas e equipamentos) e os intangíveis (patentes, por exemplo). Esses devem ser apresentados de maneira lógica e classificada para que os gestores da empresa entendam o panorama financeiro e possam fazer melhores decisões.
  • Direitos: são bens da empresa mas que estão em poder de terceiros, podendo ser reivindicados em algum momento.
  • Obrigações: são apresentadas de acordo com o nível de exigibilidade que elas têm, que é a possibilidade de um terceiro cobrar o pagamento. Para isso, existem duas classificações: curto prazo e longo prazo. As obrigações são tudo aquilo que a empresa detém o poder, mas que pertencem a terceiros (contas a pagar, salários e etc.).
  • Patrimônio líquido: é o último conjunto de itens apresentados no balanço patrimonial, representando o real valor de uma instituição.

A organização do balanço começa partindo dos bens e direitos que têm mais liquidez. Ou seja, a maior probabilidade de se transformar em caixa ou equivalentes de caixa até os com menos liquidez, que é o caso dos ativos intangíveis.

Quando se diz que determinada empresa tem um valor específico, a referência é o valor do patrimônio líquido e não o valor total apenas dos ativos. Matematicamente, o patrimônio líquido representa o total de bens e direitos menos o total das obrigações.

Para que serve o balanço patrimonial

O balanço patrimonial, por apresentar os valores de cada item que compõe o patrimônio de uma empresa, mostra a situação financeira da instituição.

Com os valores constados nele, é viável realizar a análise financeira de uma empresa e tomar decisões relacionadas a esse setor. É possível, por exemplo, saber quanto uma organização tem de valores disponíveis no caixa ou de equivalentes de caixa. Mas não se pode saber quanto ela realizou de venda em determinado período. Essa informação está disponível na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), que também faz parte do conjunto de demonstrações contábeis obrigatórias.

Os estoques são evidenciados em seus valores financeiros, servindo de base, por exemplo, para a definição dos valores mínimos a serem mantidos, além de coordenarem as estratégias de compra de maneira mais eficiente.

Embora o balanço patrimonial apresente a situação financeira de uma instituição, não é possível analisar as condições econômicas dela, já que apenas prejuízos acumulados são registrados no patrimônio líquido.

Os lucros obtidos são destinados de maneira específica para a composição patrimonial. Esse detalhamento da situação econômica encontra-se na DRE.

Além disso, a sistematização do balanço permite que a evolução histórica da empresa possa ser melhor apreendida pelos dados contabilizados, assim como auxilia no planejamento tributário da empresa.

Como fazer o balanço patrimonial

Para a elaboração do balanço patrimonial, muitas informações de caráter financeiro devem ser consolidadas. Todas as compras, vendas, aquisições de maquinário, de estoques, pagamentos diversos, resultados da produção, integralização de capital, etc.

Tudo deve ser considerado, desde que tenha afetado a estrutura financeira de maneira direta. Um acordo com um novo fornecedor, embora seja algo importante para uma empresa, não gera impacto imediato no balanço patrimonial por não alterar a estrutura financeira. Somente em momento futuro é que as compras serão realizadas, por exemplo.

Qual a estrutura do balanço patrimonial

O balanço patrimonial tem uma estrutura que deve ser seguida por todas as empresas. Isso tem um objetivo bem simples, permitir que todas as organizações, não importando o seu tamanho nem localização geográfica, possam ter as informações comparadas entre si por meio de índices econômico-financeiros.

Da mesma forma, a uniformização da estrutura do balanço patrimonial permite o aumento do nível de qualidade das informações geradas, pois os profissionais da contabilidade estarão aptos para elaborar a demonstração em qualquer tipo de empresa.

Como o próprio nome indica, a estrutura deve seguir um modelo de balança, o que quer dizer que os valores devem ser distribuídos em duas colunas.

Ambos os lados devem ter, ao final, uma soma igual, que se resume na equação:

Ativos = Passivos + Patrimônio Líquido.

Entenda de forma mais detalhada:

Do lado do ativo, há duas grandes estruturas, que são o ativo circulante e o ativo não circulante:

  • em ativo circulante são apresentados os bens e direitos realizáveis no curto prazo, subdivididos em disponibilidades, que são os caixas e os equivalentes de caixa, os direitos de curto prazo, os estoques e as despesas antecipadas;
  • o ativo não circulante é subdividido em direitos de longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. Os valores estão dispostos ao lado esquerdo da estrutura do balanço patrimonial.

Passando para o lado direito, há o passivo e o patrimônio líquido. O passivo também é formado por dois grupos, o circulante e o não circulante. Só que, nesse caso, as obrigações são apresentadas de acordo com a exigibilidade.

As dívidas de curto prazo estão no passivo circulante e as de longo prazo, no passivo não circulante. No caso do passivo, não há subdivisão adicional como ocorre no ativo.

Por fim, a estrutura do balanço patrimonial é finalizada pelo patrimônio líquido, composto pelos valores de capital social realizado e a realizar, os valores de reservas, que podem ser de lucros ou de capital, os ajustes de avaliação patrimonial, ligados a operações cambiais, entre outras operações que precisam ser controladas de maneira adicional.

Também há os valores das ações em tesouraria, quando forem recompradas pela sociedade anônima e os prejuízos acumulados. É importante salientar que os valores de lucros acumulados foram extintos por uma atualização da Lei das Sociedades Anônimas.

Tal atualização obrigou as empresas a definir o que seria feito com os resultados positivos obtidos. Eles podem ser distribuídos aos sócios, podem ser destinados à reserva de capital ou podem ser integralizados na forma de capital social adicional.

Qual a diferença entre o balanço patrimonial e o balancete

Enquanto uma obrigação legal, o balanço patrimonial não deve ser substituído por balancetes nem mesmo por balanços provisórios e parciais.

A estrutura do balancete é reduzida, sendo considerado um “mini balanço”.

O balancete é uma planilha de saldos em que são discriminados os débitos e créditos de todas as contas contábeis de uma empresa. Os valores são cambiáveis de acordo com as movimentações do negócio.

Trata-se de um documento interno que expressa a situação de um determinado momento do empreendimento, muito útil para acompanhar a saúde financeira do negócio.

Embora não substitua o balanço patrimonial, sua realização periódica auxilia na hora de fechar o balanço patrimonial completo.

Quais as Análises e as exigências do balanço patrimonial

As análises que podem ser realizadas com o balanço patrimonial são consequência da sua correta elaboração, e, além de cumprir a legislação, saber como fazer o balanço patrimonial é importante para a longevidade da vida financeira de qualquer empresa.

Uma das análises possíveis, por exemplo, é medir a capacidade de uma empresa em gerar caixa e com isso arcar com suas obrigações financeiras.

Dependendo do tamanho e da atividade da instituição em questão, a auditoria independente pode se tornar obrigatória, demandando o trabalho de membros externos à empresa para validar as informações geradas no balanço patrimonial.

Normalmente, as maiores empresas necessitam desse tipo de serviço, além daquelas que estão na Bolsa de Valores.

Mas, mais importante do que saber como fazer balanço patrimonial é saber analisá-lo e retirar todas as informações relativas à estrutura patrimonial de uma empresa.

Como a tecnologia pode ajudar nesses processos

Fazer um balanço patrimonial não é trabalhoso, quando a empresa tem informações corretas e atualizadas, o que demanda continuidade e eficácia na gestão contábil.

Para isso, a tecnologia é uma ótima auxiliar, uma vez que ela pode contribuir na organização, armazenamento e segurança de dados contábeis, facilitando o compartilhamento e a precisão dos dados.

O destaque é da agilidade com notas fiscais e armazenamento em nuvem de documentos, pelo qual são arquivados de forma classificada, segura e de fácil acesso, como exige algumas leis.

Tais procedimentos podem ser feitos por softwares de gestão que automatizam a produção e o recebimento de dados de contabilidade, como da ConexãoNF-e.

Esse software pode ser integrado com, por exemplo, o sistema ERP da empresa, além de ser conectado com a SEFAZ, mediado pela tecnologia, que automatiza o recebimento de NF-e e CT-e emitidas contra seu CNPJ.

Com o auxílio da tecnologia, fica mais tranquilo encarar o balanço patrimonial, assim toda a contabilidade da empresa se torna uma área estratégica para o crescimento do negócio e para a consolidação dos processos internos.

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