Administrar uma empresa é uma tarefa muito mais complexa e desafiante do que simplesmente possuir um bom produto e demanda mercadológica. Para triunfar no meio empresarial o gestor precisa estar constantemente atento às diversas normas e regras que lecionam sobre as obrigações de um negócio.

Estamos falando da CLT, das regras contábeis internacionais, dos padrões sanitários, dos marcos regulatórios para responsabilidade ambiental, entre vários outros instrumentos legais que determinam regras para o exercício empresarial.

São tantas as normas que foi criado um termo em inglês para convergir todas essas regras em uma estratégia administrativa — sim, estamos falando da função compliance! O termo significa, em termos gerais, trabalhar em conformidade com as regras, políticas e diretrizes estabelecidas para o seu nicho de negócio.

Parece um pouco complexo, mas você verá que, na verdade, é bem fácil de entender. Na sequência, falaremos sobre a função compliance e explicaremos como você deverá alinhá-la aos objetivos do seu negócio.

Preparado? Continue com a gente!

Mas, afinal, o que é a função compliance?

Podemos caracterizar a função compliance como a atividade que verifica que o negócio está cumprindo com todas as suas obrigações legais. Originalmente, na década de 1990, o termo foi adotado por instituições financeiras como um princípio de adequação legal.

No entanto, com o passar do tempo, os empresários perceberam que a plena adequação jurídica só era possível a partir de um conhecimento aprofundado das especificidades de um negócio — o que engloba processos internos, políticas administrativas, gestão de funcionários, estratégias operacionais e assim por diante.

As regras que um estabelecimento precisa seguir podem ser determinadas pelos órgãos de regulamentação das mais diversas esferas, como a previdenciária, ética, contábil, fiscal, trabalhista, ambiental, entre várias outras, podendo também tratar-se de padrões específicos do seu ramo de atuação.

Logo, constatamos que o conceito de compliance é muito mais amplo e profundo do que o respeito a leis, por si só — a função compliance pode ser também uma ferramenta estratégica quando articulada de modo a colaborar para os valores e objetivos da organização. Quer saber como? Continue acompanhando!

Como alinhar a função compliance à gestão estratégica?

Para conseguir se consolidar no mercado, uma empresa deve alinhar o compliance a sua gestão estratégica. Isso porque, além de ser necessário seguir regras e normas para manter as portas abertas e não sofrer nenhum tipo de penalização, a função compliance e suas ferramentas são as melhores aliadas para que uma empresa atinja seus objetivos estratégicos.

Ademais, a pressão social, governamental e até mesmo comercial para que empresas trabalhem sob padrões éticos rígidos é cada vez maior — haja vista iniciativas como o programa empresa cidadã, que oferece benefícios fiscais para empresas que ampliam os direitos e benefícios concedidos a funcionários.

Ao alinhar os objetivos da empresa à política compliance — ou seja, a todos os ditames, regras, normas e regulamentações pertinentes ao ramo de atuação do negócio — a qualidade e articulação empresarial são impulsionadas.

Um dos efeitos mais diretos e palpáveis dessa impulsão é a melhora da imagem pública da empresa, que passa a ser reconhecida como séria e ética, entre consumidores e também profissionais da área.

Qual é o papel da função compliance na organização?

Que a função compliance é uma excelente ferramenta estratégica já está claro, correto? Mas, você quer entender detalhadamente quais são os objetivos, responsabilidades e papéis da função compliance para uma empresa? Veja quais são eles:

  1. Analisar a fundo quais são os riscos operacionais da empresa;
  2. Gerir os controles internos (o funcionário desse setor fiscalizará todas as normas, ditames e procedimentos de cada esfera do negócio);
  3. Desenvolvimento de projetos para aprimoramento contínuo e cumprimento de normas técnicas;
  4. Análise e prevenção de fraudes (o responsável por essa tarefa tem também função consultiva; ele orienta e coordena os colegas, não apenas cobra e impõe);
  5. Monitoramento, em consonância com os responsáveis pela Tecnologia da Informação, das medidas determinadas para a área de segurança da informação;
  6. Promoção de auditorias periódicas (semanais, quinzenais etc.);
  7. Gerenciamento e análise das políticas de gestão de funcionários;
  8. Elaboração de códigos de conduta e desenvolvimento de planos para a disseminação da função compliance na cultura organizacional;
  9. Monitoramento da adequação contábil aos padrões e normas internacionais (International Financial Reporting Standards – IFRS);
  10. Interpretação e aplicação jurídica e constitucional ao dia a dia da empresa.

Como incorporar o compliance à empresa?

Para incorporar o compliance à realidade da organização é necessário, antes de qualquer outra coisa, elaborar (com o apoio de uma consultoria especializada) um manual de conduta didático que será oferecido para todos os colaboradores.

Em seguida, os gestores responsáveis pela incorporação do compliance deverão promover um marketing interno disseminando, conscientizando a importância do cumprimento dos ditames estabelecidos no código de conduta.

As regras vão desde as mais básicas, como a proibição da utilização de telefones e equipamentos da empresa para fins pessoais, até as mais complexas, como elaboração de projetos dentro de moldes ecologicamente responsáveis.

É importante sempre ensinar pelo exemplo, ou seja, os detentores dos cargos mais altos ou relacionados à implementação do compliance devem ser os primeiros a aderir (e defender) o código de conduta.

Outro ponto a se enfatizar é que o compliance extrapola a mera legalidade, ele também se preocupa com a moralidade da instituição. Logo, nepotismo, relacionamentos íntimos entre funcionários e prática de concorrência desleal, por exemplo, devem ser práticas banidas da instituição, sob penas severas para os que as descumprirem.

O que minha empresa ganhará com o compliance?

Ao aderir ao compliance, a organização se torna um local muito melhor visto pelo consumidor e os próprios colaboradores que passam a ter mais orgulho da empresa para a qual trabalham — isso sem falar dos investidores, fornecedores, parceiros comerciais etc.

Com isso, suas chances de que o público (interno e externo) vista a camisa da empresa é muito maior e a governança corporativa se torna muito mais eficiente, uma vez que os gestores passam a ser mais que obedecidos, passam a ser respeitados.

Isso sem falar, é claro, de que o compliance garante que o negócio possua uma “ficha-limpa” e, por consequência, fique livre de penalidades legais, em alguns casos, ganha até benefícios governamentais pela boa conduta.

Animado para incorporar a função compliance ao seu negócio? Aproveite que já está por aqui e conheça os benefícios de usar uma solução de gestão de documentos eletrônicos!


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